O vocábulo Logos geralmente é usado no Novo Testamento para designar a Palavra de Deus. Vemos a Palavra pregada e semeada, com seus sentidos objetivo ou subjetivo sendo utilizada como a Palavra que Deus (o Senhor ou Cristo, também) deu ; e como a Palavra que fala a respeito de Deus, do Senhor ou de Cristo. Portanto o Logos é da parte de Deus, uma dádiva e não uma descoberta humana. Esta palavra (Logos) tem algumas funções tais como: a Palavra que julga, que purifica, que origina a fé e que gera novo nascimento.
Sobre o Logos, O Novo Testamento afirma que as pessoas devem ouvi-lo, recebê-lo, segurá-lo firmemente, permanecer nele, guardá-lo, tê-lo como objeto de testemunho, servi-lo, anunciá-lo, proclamá-lo, ensiná-lo e praticá-lo. Afirma também, que pelo Logos os cristãos podem ser perseguidos, mas ao que perseverar alcançará a misericórdia e a salvação de Deus.
Para os judeus uma palavra, é mais que um som, é a expressão de um pensamento, é Poder. Essa Palavra está sempre associada à Sabedoria, então a Sabedoria opera todas as coisas, Deus fez todas as coisas por meio de sua Palavra, sendo a Sabedoria um instrumento DEle na Criação. Os Quatro Evangelhos da Bíblia Sagrada foram escritos para judeus, romanos, gregos e para os não-gentios. No Livro de João há uma tentativa de transmitir o Logos de Deus de maneira que todos compreendessem o significado da Palavra.
A filosofia grega através de Heráclito (cerca de 560 a.C) defendia o conceito de mundo como sendo ‘um fluxo’ onde tudo vivia em constante mudança. Mas surgiu a indagação: já que tudo está em estado de mudança, porque o mundo não é um absoluto caos? Então a resposta é que ‘o fluxo’ seria regido pelo Logos que estabeleceria o equilíbrio de tudo. Essa ideia de Logos fascinava os gregos e muitos outros filósofos discorreram sobre o Logos, tais como Anaxágoras “domina sobre todas as coisas”; Platão “O Logos de Deus que mantinha os planetas em seus rumos...”. Os estóicos conforme Cleantes afirmavam que O Logos “percorria todas as coisas, tudo era ordenado por ele” e “foi o logos que colocou sentido no mundo” e por fim “a mente do próprio homem é uma pequena porção deste Logos”. Para Filo, um judeu, O Logos de Deus estava “inscrito e gravado na constituição de todas as coisas.”
Podemos inferir então o que o autor João, em seu livro estava afirmando quando declarou que o Verbo (O Logos) se fez carne e habitou entre nós: que Jesus é o Poder Creador (depois explico a razão do crEador) e não apenas fala A Palavra do Conhecimento, mas Ele é A Palavra do Poder. Além disso, anuncia que Jesus é a mente encarnada de Deus que veio trazer equilíbrio e harmonia para a humanidade. Como uma Palavra sempre é “a expressão de um pensamento” conclui-se que Jesus é a expressão perfeita do pensamento de Deus a respeito dos homens. É o Único caminho que leva a humanidade a Deus.
Baseado no livro ”Palavras Chaves do N.T.” de W. Barclay.

2 comentários:
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